terça-feira, 29 de dezembro de 2015

D11 Por que eu ainda estou internada?

É fácil se levar pela tristeza de ter uma filha recém-nascida na UTI Neonatal.

É fácil se levar pelo alívio ao comparar a história da sua filha com a de seus vizinhos de berço.
Histórias de toxemia gravídica, de prematuridade extrema, de imaturidade de órgãos vitais, de defeitos congênitos.
Histórias de enterocolite necrotizante, de síndrome de membrana hialina, de sepse neonatal, de parada cardíaca.
Histórias de mães e pais que ouviram da Medicina Fetal que a sobrevida de seus filhos era como ganhar na loteria - sério, por que alguém precisa dizer isso dessa forma?

Mamãe não teve nada disso.
PIGminha não teve nada disso.
Nasceu pequena por provável insuficiência placentária, mas conseguiu chegar à 37ª semana - a termo, portanto; e conseguiu chegar a 1910g - pouco para a idade gestacional, abaixo do limite de peso para alta hospitalar, mas suficiente para evitar maiores complicações. Dizem os pediatras que ao chegar a 2100g diminui o risco de apneia e síndrome de morte súbita.

Ouvir essas palavras, ouvir que a sua filha está sob esse risco, não é fácil.
Saber que caso esse risco venha a se concretizar, que ela tenha de fato uma apneia, ela está monitorizada com oximetria e vai ser prontamente atendida, isso atenua um pouco a dificuldade. É saber que ela só vai de alta quando o risco for igual ao de uma outra criança qualquer. E que isso acontece quando ela ultrapassa os 2100g.

Esperemos.









Peso de hoje: 1900g
Estou quase voltando ao meu peso de nascimento!

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